Processo de consulta pública
Código da proposta: 5483
Expandir as apresentações e oficinas para além das casas de cultura.
Olá. Compreendendo a cultura hip hop como expressão artística que históricamente é promovida por jovens oriundos de periferias e locais centrais mais carentes, se faz necessário maior articulação entre as secretarias da cultura, educação e assistência social para que essas atividades cheguem até o público alvo. Proposta de articulação com a Secretaria Municipal de Educação. Segundo Art. 58 do ECA "No processo educacional respeitar-se-ão os valores culturais, artísticos e históricos próprios do contexto social da criança e do adolescente, garantindo-se a estes a liberdade da criação e o acesso às fontes de cultura." , as oficinas devem ter como prioridade ocorrer em CEUs, uma vez que, o público de crianças e adolescentes já estão nesse espaço durante a semana. Já nas casas de cultura poderão ser destinadas apresentações artisticas e parte das oficinas.
Proposta de articulação com SMADS. Segundo o Artigo 21 do Estatuto da Juventude: Direito à Cultura "O jovem tem direito à cultura, incluindo a livre criação, o acesso aos bens e serviços culturais e a participação nas decisões de política cultural, à identidade e diversidade cultural e à memória social'', os serviços de convivência e fortalecimento de vínculos como CJ ( Centro para Juventude ), CCA ( Centro para Crianças e Adolescentes ), CCINTER e demais promovem a autonomia, e um espaço de expressão dos usuários. A proposta é que uma porcentagem das oficinas do mês do hip hop estejam direcionadas para esses serviços, em comum acordo, entre as OSCs parceiras que possuem interesse em ter essa atividade e organização de cronogramas e horários, uma vez que, esses serviços são responsáveis pelo atendimento de crianças e adolescentes de baixa renda na periferia. Os CJs atendem adolescentes de 15 a 17 anos no contraturno escolar, o acesso a oficinas como grafite, break e demais linguagens da cultura hip hop ampliará horizontes e surge como uma forma de expressão legítima no qual esses jovem podem se identificar, e aprimorar. O jovem não deixará de acessar a Casa de Cultura, porém, como frequentador diário do CJ o mesmo possuí maior vínculo com o espaço e equipe, além de fazer a alimentação e contar com estrutura mínima para as atividades.