Em relação aos serviços de variação, observa-se uma queda continua dos mesmos. O mesmo se observa para a quantidade de resíduos de bocas de lobos. Por outro lado, basta andar pela cidade para perceber que ela está cada vez mais suja. Será que os dois pontos não estão ligados? Seria interessante discutir como os serviços de variação e limpeza de córregos e bocas de lobo estão preparados para atender a real demanda da cidade.
Sobre a reciclagem do vidro, com a instalação dos PEVs, seria interessante também uma análise economica. Ao andar pela cidade, pode-se observar que estes PEVs acabam recebendo todo tipo de resíduo, não apenas vidro. O custo de implantação de tais PEVs e de coleta é alto. A análise econômica é importante para entender se tal estratégia é benéfica para a cidade.
Sobre o produto gerado nas CMTs, além da quantidade, é importante se discutir a qualidade. Como o material que alimenta tais usinas é muito contaminado, o produto também tem uma qualidade inferior, que se reflete muitas vezes em um menor preço de venda. Um comparativo sobre o preço de venda de produtos similares destas usinas automatizadas e das cooperativas seria importante. Por fim, sobre as CMTs, acho importante discutir o custo operacional. Como bem citado no relatório, o rejeito que elas geram é muito alto. Tal aspecto implica em um custo adicional de transporte. Além disso, o custo de operação e manutenção de tais usinas não é baixo. Uma discussão profunda de tais custos é importante, a fim de avaliar se a operação de tais CMTs se justifica. Eventualmente, o investimento em cooperativas semi-automatizadas (só com esteiras, por exemplo), pode ser mais interessante.
O trecho a seguir ao meu ver contém imprecisões: "As taxas de aproveitamento de materiais recicláveis poderiam ser mais elevadas caso os resíduos destinados às centrais apresentassem menores índices de rejeito. O indice médio de rejeito (percentual de materiais não aproveitados em relação ao total recebido) foi de aproximadamente 60%. Esse volume poderia ser reduzido se os resíduos recicláveis fossem corretamente separados e higienizados pela população de São Paulo."
Sem dúvida, se o material enviado para as CMTs fossem mais bem triados pela população, o rejeito seria menor. No entanto, existe também a questão de como a CMT está operando. Se algum equipamento não está funcionando bem, a qualidade da separação cai muito. O rasga sacos, por exemplo, se não abre bem os sacos, prejudica todo o processo. Tais centrais possuem equipamentos que precisam, além de uma alimentação adequada (material bem triado), uma boa operação e manutenção. Tal ponto poderia ser mais bem discutido.
Podem ser incluídas informações adicionais sobre: atualização dos dados de geração por tipo de resíduo, variações sazonais, detalhamento da fração reciclável, cobertura e eficiência da coleta seletiva, estimativas de resíduos orgânicos, fluxos de logística reversa, desempenho dos ecopontos, indicadores operacionais do sistema, integração com cooperativas e principais problemas como descarte irregular e baixa adesão da população.
A figura 79 traz a gravimetria das centrais mecanizadas. Não pude localizar a explicação do que seriam os materiais mistos e sucata, por exemplo. Uma sugestão seria incluir a gravimetria de uma cooperativa de reciclagem, através dos relatórios do reciclômetro, o que permitiria inclusive uma discussão sobre os dois modelos, como eficiência e eficácia.
A figura 57 ficou muito boa, mas percebi que não foi incluída a categoria de empresas que realizam coleta de materiais recicláveis através de serviços prestados direto ao consumidor. Acredito que essa decisão seja em virtude do menor impacto frente a coleta municipal, mas esse é um stakeholder presente na cidade e caberia ser ao menos mencionado no diagnóstico, ainda que com a ressalva de seu impacto menor. Ainda neste contexto, as cooperativas de reciclagem que realizam coleta porta a porta não constam na imagem (seriam os catadores?). Nos dados de resíduos recicláveis coletados, não pude localizar qual fração é coletada por cooperativas e qual fração é coletada por catadores (e direcionada a atravessadores). No segundo caso, percebo a dificuldade metodológica de se mensurar esse valor, mas no caso de cooperativas, uma possibilidade é contabilizar junto à elas, e se necessário, mesclar com modelagem e projeções, indicando as incertezas.
Em 6.2.1 deveria ser deixado claro que o resíduo domiciliar não reciclável idealmente seria o que é descrito, mas na prática ainda contém muito resíduo reciclável e compostável misturado. Como se trata de um texto de diagnostico, considero importante que seja bem descrito o que é uma definição ou guia, e o que é a realidade. Da forma como se apresentou, pode gerar uma confusão.
Em 6.1 indica-se a geração de resíduos, e é trazida a premissa de que deve ser preconizada a não geração e não redução, seguindo a PNRS, o que é excelente. Mas nesse caso, seria necessária uma discussão do dado de geração atual, comparando com outras cidades, por exemplo, e possivelmente (caso não esteja reservado para o plano propriamente dito) indicando o quanto se almeja reduzir. O ponto é que, da forma atual, fica um pouco vazio e pode descredibilizar um trabalho tão robusto que foi feito.
Esse plano observa e dá a devida importância para os Pátios de Compostagem, mas este equipamento está muito aquém do que precisamos na cidade, temos 32 subprefeituras e apenas 6 são contempladas, portanto esse plano deveria também apontar o que falta e não apenas o que já existe, porque precisamos avançar em passos largos. No entanto temos pedido reiteradamente um Pátio de compostagem no Ipiranga tem 5 anos e não conseguimos avançar.
A implantação de pátios de compostagem, diminuirão a emissão de CO2 e vai ajudar imensamente a diminuição das temperaturas, diminuirá o gasto com logística.
Precisamos que a Prefeitura de São Paulo abra espaço para soluções baseadas na natureza, e implantar muitos pátios de compostagem e com uma boa educação ambiental e informação de qualidade possa mostrar para a população do que se trata e não ficar com medo da opinião pública que irá tecer críticas e que isso sirva de motivo para que não seja implantado.
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Em relação aos serviços de variação, observa-se uma queda continua dos mesmos. O mesmo se observa para a quantidade de resíduos de bocas de lobos. Por outro lado, basta andar pela cidade para perceber que ela está cada vez mais suja. Será que os dois pontos não estão ligados? Seria interessante discutir como os serviços de variação e limpeza de córregos e bocas de lobo estão preparados para atender a real demanda da cidade.
Sobre a reciclagem do vidro, com a instalação dos PEVs, seria interessante também uma análise economica. Ao andar pela cidade, pode-se observar que estes PEVs acabam recebendo todo tipo de resíduo, não apenas vidro. O custo de implantação de tais PEVs e de coleta é alto. A análise econômica é importante para entender se tal estratégia é benéfica para a cidade.
Sobre o produto gerado nas CMTs, além da quantidade, é importante se discutir a qualidade. Como o material que alimenta tais usinas é muito contaminado, o produto também tem uma qualidade inferior, que se reflete muitas vezes em um menor preço de venda. Um comparativo sobre o preço de venda de produtos similares destas usinas automatizadas e das cooperativas seria importante. Por fim, sobre as CMTs, acho importante discutir o custo operacional. Como bem citado no relatório, o rejeito que elas geram é muito alto. Tal aspecto implica em um custo adicional de transporte. Além disso, o custo de operação e manutenção de tais usinas não é baixo. Uma discussão profunda de tais custos é importante, a fim de avaliar se a operação de tais CMTs se justifica. Eventualmente, o investimento em cooperativas semi-automatizadas (só com esteiras, por exemplo), pode ser mais interessante.
O trecho a seguir ao meu ver contém imprecisões: "As taxas de aproveitamento de materiais recicláveis poderiam ser mais elevadas caso os resíduos destinados às centrais apresentassem menores índices de rejeito. O indice médio de rejeito (percentual de materiais não aproveitados em relação ao total recebido) foi de aproximadamente 60%. Esse volume poderia ser reduzido se os resíduos recicláveis fossem corretamente separados e higienizados pela população de São Paulo."
Sem dúvida, se o material enviado para as CMTs fossem mais bem triados pela população, o rejeito seria menor. No entanto, existe também a questão de como a CMT está operando. Se algum equipamento não está funcionando bem, a qualidade da separação cai muito. O rasga sacos, por exemplo, se não abre bem os sacos, prejudica todo o processo. Tais centrais possuem equipamentos que precisam, além de uma alimentação adequada (material bem triado), uma boa operação e manutenção. Tal ponto poderia ser mais bem discutido.
Podem ser incluídas informações adicionais sobre: atualização dos dados de geração por tipo de resíduo, variações sazonais, detalhamento da fração reciclável, cobertura e eficiência da coleta seletiva, estimativas de resíduos orgânicos, fluxos de logística reversa, desempenho dos ecopontos, indicadores operacionais do sistema, integração com cooperativas e principais problemas como descarte irregular e baixa adesão da população.
A figura 79 traz a gravimetria das centrais mecanizadas. Não pude localizar a explicação do que seriam os materiais mistos e sucata, por exemplo. Uma sugestão seria incluir a gravimetria de uma cooperativa de reciclagem, através dos relatórios do reciclômetro, o que permitiria inclusive uma discussão sobre os dois modelos, como eficiência e eficácia.
A figura 57 ficou muito boa, mas percebi que não foi incluída a categoria de empresas que realizam coleta de materiais recicláveis através de serviços prestados direto ao consumidor. Acredito que essa decisão seja em virtude do menor impacto frente a coleta municipal, mas esse é um stakeholder presente na cidade e caberia ser ao menos mencionado no diagnóstico, ainda que com a ressalva de seu impacto menor. Ainda neste contexto, as cooperativas de reciclagem que realizam coleta porta a porta não constam na imagem (seriam os catadores?). Nos dados de resíduos recicláveis coletados, não pude localizar qual fração é coletada por cooperativas e qual fração é coletada por catadores (e direcionada a atravessadores). No segundo caso, percebo a dificuldade metodológica de se mensurar esse valor, mas no caso de cooperativas, uma possibilidade é contabilizar junto à elas, e se necessário, mesclar com modelagem e projeções, indicando as incertezas.
Em 6.2.1 deveria ser deixado claro que o resíduo domiciliar não reciclável idealmente seria o que é descrito, mas na prática ainda contém muito resíduo reciclável e compostável misturado. Como se trata de um texto de diagnostico, considero importante que seja bem descrito o que é uma definição ou guia, e o que é a realidade. Da forma como se apresentou, pode gerar uma confusão.
Em 6.1 indica-se a geração de resíduos, e é trazida a premissa de que deve ser preconizada a não geração e não redução, seguindo a PNRS, o que é excelente. Mas nesse caso, seria necessária uma discussão do dado de geração atual, comparando com outras cidades, por exemplo, e possivelmente (caso não esteja reservado para o plano propriamente dito) indicando o quanto se almeja reduzir. O ponto é que, da forma atual, fica um pouco vazio e pode descredibilizar um trabalho tão robusto que foi feito.
Esse plano observa e dá a devida importância para os Pátios de Compostagem, mas este equipamento está muito aquém do que precisamos na cidade, temos 32 subprefeituras e apenas 6 são contempladas, portanto esse plano deveria também apontar o que falta e não apenas o que já existe, porque precisamos avançar em passos largos. No entanto temos pedido reiteradamente um Pátio de compostagem no Ipiranga tem 5 anos e não conseguimos avançar.
A implantação de pátios de compostagem, diminuirão a emissão de CO2 e vai ajudar imensamente a diminuição das temperaturas, diminuirá o gasto com logística.
Precisamos que a Prefeitura de São Paulo abra espaço para soluções baseadas na natureza, e implantar muitos pátios de compostagem e com uma boa educação ambiental e informação de qualidade possa mostrar para a população do que se trata e não ficar com medo da opinião pública que irá tecer críticas e que isso sirva de motivo para que não seja implantado.