Sobre os catadores informais, seria interessante discutir como eles impactam a cadeia da reciclagem. Em geral, eles passam nas residências antes dos caminhões das concessionárias, levando os itens de mais valor (metal, pet e papelão). Assim, a qualidade do material coletado pelas concessionárias cai muito, diminuindo a rentabilidade dos catadores e CMTs. Seria interessante discutir se a prefeitura toma ações para combater a atuação de tais catadores informais, principalmente os que possuem caminhões de grande porte.
É importante discutir a qualidade do material gerado pelas cooperativas. Como a separação é manual, a qualidade é bem melhor do que das CMTs, o que deve se refletir no preço de venda. Além disso, por estarem mais próximas da população, as cooperativas tendem a receber um material de melhor qualidade, o que também impacta na qualidade do produto gerado e na menor geração de rejeitos.
O diagnóstico sobre catadores e cooperativas pode ser aprimorado ao considerar aspectos adicionais relacionados às condições sociais e econômicas dos trabalhadores, incluindo perfil, renda e níveis de vulnerabilidade. É relevante avaliar o grau de formalização das cooperativas, suas necessidades de capacitação, a disponibilidade de infraestrutura e o nível de mecanização das unidades. Também devem ser analisados os custos operacionais, a sustentabilidade financeira das cooperativas e sua integração com sistemas de logística reversa e parcerias privadas. A inclusão de indicadores de desempenho — como produtividade, taxas de rejeito e qualidade do material triado — contribui para uma visão mais precisa dos desafios. Por fim, é importante considerar dificuldades relacionadas à contratação pública, transporte, acesso aos resíduos e os impactos socioambientais gerados pelo trabalho das cooperativas no território.
Poucas cooperativas conseguem receber isopor devido a falta de equipamento adequado para sua compactação. Assim, esse material, em geral, é tratado como rejeito. Considero que o diagnóstico deveria incluir esses materiais de baixa reciclabilidade e que são tratados como rejeito (além do isopor, o BOPP por exemplo). A inclusão de uma gravimetria de cooperativas seria importante, com o detalhamento da fração "rejeito". Com esse diagnóstico, será possível estabelecer estratégias no plano, seja para equipar as cooperativas, direcionar ações às indústrias que produzem essas embalagens, realizar ações de educação ambiental para estimular as pessoas a buscarem outros tipos de embalagem, etc.
O quanto as empresas provadas impactam positivamente nas cooperativas de reciclagem? Foi mencionada uma breve lista de empresas, mas seus papeis são importantes de que forma em termos da gestão de resíduos municipal? São ações pontuais ou perenes? Seria importante mensurar e indicar que tipo de apoio oferecem.
Seguindo a premissa da PNRS, de valorizar o cooperado e catador, seria importante constar no diagnóstico quais são as demandas dos cooperados em termos de condições de trabalho e conquistas profissionais e acesso a bens e serviços (como acesso a saúde, alimentação, lazer, escolaridade e formação para si e seus filhos, por exemplo)
O diagnóstico poderia contemplar a investigação das cooperativas que fazem e não fazem a venda dos créditos de logística reversa, e se estão satisfeitas, pois trata-se de uma fonte adicional de renda. Já pude observar cooperativas pouco estruturadas, que não tinham esse recurso, e outras que tinham feito parcerias com empresas privadas, mas estavam insatisfeitas devido a acordos desvantajosos em certos aspectos. Claro que há também o cenário das cooperativas muito estruturadas, com boa organização e rede, que conseguem usar esse recurso de maneira muito proveitosa.
O plano desconsidera os aspcetos apontados no PGIRS de 2014 quando reconhece os catador como agente economico e nao fala da qualidade do material entrega nas cooperativas que tem alto índice de rejeito chegando em alguns casos como na Megacentral entre 40% a 50%. Nao reconhece o problema da remuneração das cooperativas e sua importância para sustentabilidade dos empreendimentos.
O diagnostico ignora a coleta feita pelos catadores autônomos parte fundamental para desvio de residuos para aterro sanitário e da cadeia da reciclagem
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Sobre os catadores informais, seria interessante discutir como eles impactam a cadeia da reciclagem. Em geral, eles passam nas residências antes dos caminhões das concessionárias, levando os itens de mais valor (metal, pet e papelão). Assim, a qualidade do material coletado pelas concessionárias cai muito, diminuindo a rentabilidade dos catadores e CMTs. Seria interessante discutir se a prefeitura toma ações para combater a atuação de tais catadores informais, principalmente os que possuem caminhões de grande porte.
É importante discutir a qualidade do material gerado pelas cooperativas. Como a separação é manual, a qualidade é bem melhor do que das CMTs, o que deve se refletir no preço de venda. Além disso, por estarem mais próximas da população, as cooperativas tendem a receber um material de melhor qualidade, o que também impacta na qualidade do produto gerado e na menor geração de rejeitos.
O diagnóstico sobre catadores e cooperativas pode ser aprimorado ao considerar aspectos adicionais relacionados às condições sociais e econômicas dos trabalhadores, incluindo perfil, renda e níveis de vulnerabilidade. É relevante avaliar o grau de formalização das cooperativas, suas necessidades de capacitação, a disponibilidade de infraestrutura e o nível de mecanização das unidades. Também devem ser analisados os custos operacionais, a sustentabilidade financeira das cooperativas e sua integração com sistemas de logística reversa e parcerias privadas. A inclusão de indicadores de desempenho — como produtividade, taxas de rejeito e qualidade do material triado — contribui para uma visão mais precisa dos desafios. Por fim, é importante considerar dificuldades relacionadas à contratação pública, transporte, acesso aos resíduos e os impactos socioambientais gerados pelo trabalho das cooperativas no território.
Poucas cooperativas conseguem receber isopor devido a falta de equipamento adequado para sua compactação. Assim, esse material, em geral, é tratado como rejeito. Considero que o diagnóstico deveria incluir esses materiais de baixa reciclabilidade e que são tratados como rejeito (além do isopor, o BOPP por exemplo). A inclusão de uma gravimetria de cooperativas seria importante, com o detalhamento da fração "rejeito". Com esse diagnóstico, será possível estabelecer estratégias no plano, seja para equipar as cooperativas, direcionar ações às indústrias que produzem essas embalagens, realizar ações de educação ambiental para estimular as pessoas a buscarem outros tipos de embalagem, etc.
O quanto as empresas provadas impactam positivamente nas cooperativas de reciclagem? Foi mencionada uma breve lista de empresas, mas seus papeis são importantes de que forma em termos da gestão de resíduos municipal? São ações pontuais ou perenes? Seria importante mensurar e indicar que tipo de apoio oferecem.
empresas privadas*
Seguindo a premissa da PNRS, de valorizar o cooperado e catador, seria importante constar no diagnóstico quais são as demandas dos cooperados em termos de condições de trabalho e conquistas profissionais e acesso a bens e serviços (como acesso a saúde, alimentação, lazer, escolaridade e formação para si e seus filhos, por exemplo)
O diagnóstico poderia contemplar a investigação das cooperativas que fazem e não fazem a venda dos créditos de logística reversa, e se estão satisfeitas, pois trata-se de uma fonte adicional de renda. Já pude observar cooperativas pouco estruturadas, que não tinham esse recurso, e outras que tinham feito parcerias com empresas privadas, mas estavam insatisfeitas devido a acordos desvantajosos em certos aspectos. Claro que há também o cenário das cooperativas muito estruturadas, com boa organização e rede, que conseguem usar esse recurso de maneira muito proveitosa.
O plano não apresenta um diagnostico dos catadores autônomos e nem um plano de integração destes ao sistema de gestão de residuos da cidade.
O plano desconsidera os aspcetos apontados no PGIRS de 2014 quando reconhece os catador como agente economico e nao fala da qualidade do material entrega nas cooperativas que tem alto índice de rejeito chegando em alguns casos como na Megacentral entre 40% a 50%. Nao reconhece o problema da remuneração das cooperativas e sua importância para sustentabilidade dos empreendimentos.
O diagnostico ignora a coleta feita pelos catadores autônomos parte fundamental para desvio de residuos para aterro sanitário e da cadeia da reciclagem