Descrição
O protocolo tem como objetivo fortalecer a cultura do cuidado com as crianças da EMIA, consolidando diretrizes, fluxos e procedimentos voltados à garantia da proteção integral dos(as) alunos(as), tanto nas situações do cotidiano escolar quanto nas atividades desenvolvidas fora das dependências dos polos.
Para a construção do protocolo, foi adotada uma metodologia participativa orientada pela prática, e estruturada em três eixos: levantamento e diagnóstico; construção coletiva e debate; e implementação.
A primeira etapa de desenvolvimento se deu pela criação de um Grupo de Trabalho (GT) formado por membros da Supervisão de Formação Cultural da Secretaria Municipal de Cultura, equipe gestora, articuladores e assistentes de polo. O GT realizou encontros semanais entre abril e maio de 2026, ao longo dos quais levantou as práticas já adotadas nos polos, mapeou situações de risco e pontos críticos, debateu fluxos e responsabilidades para a construção das diretrizes que compõem este protocolo.
Como segunda etapa, o documento foi apresentado ao Conselho e colocado em consulta pública para revisão e validação por parte dos munícipes, familiares e professores da rede EMIA.
Este é um documento vivo, e deve ser revisado periodicamente para incorporar aprendizados, mudanças na legislação e novas demandas institucionais.
Informações adicionais
A Escola Municipal de Iniciação Artística – EMIA, criada em 1980 e institucionalizada pela Lei Municipal nº 15.372/2011, é a política pública de referência em iniciação artística da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa, voltada a crianças e adolescentes. Com proposta artístico-pedagógica inovadora, oferece formação gratuita em artes visuais, dança, música e teatro, em percurso formativo dos 5 aos 12 anos. Ao longo de 45 anos, consolidou-se como política estratégica, reconhecida pelo impacto na formação cidadã e na ampliação de repertórios culturais.
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PROTOCOLO INSTITUCIONAL DE SEGURANÇA DAS CRIANÇAS DA EMIA – Escola Municipal de Iniciação Artística
INTRODUÇÃO
Apresentação
O presente documento constitui o Protocolo Institucional de Segurança das Crianças da EMIA, elaborado coletivamente entre a Supervisão de Formação Cultural, da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa, e a Associação Educacional Maria do Carmo (direção, articuladores e assistentes dos polos EMIA).
O protocolo tem como objetivo fortalecer a cultura do cuidado com as crianças da EMIA, consolidando diretrizes, fluxos e procedimentos voltados à garantia da proteção integral dos(as) alunos(as), tanto nas situações do cotidiano escolar quanto nas atividades desenvolvidas fora das dependências dos polos.
A EMIA está presente em diferentes territórios do município de São Paulo, com polos de características físicas, contextos sociais e dinâmicas de funcionamento bastante distintos entre si. Essa diversidade, de riqueza institucional, não pode ser impeditiva para a padronização de práticas de segurança que sejam ao mesmo tempo eficazes e aderentes às especificidades de cada polo.
Com o objetivo de responder a esse desafio de forma qualificada e participativa, constituiu-se, em março de 2026, o Grupo de Trabalho (GT) do Protocolo de Segurança.
O GT realizou encontros semanais entre abril e maio de 2026, ao longo dos quais levantou as práticas já adotadas nos polos, mapeou situações de risco e pontos críticos, debateu fluxos e responsabilidades para a construção das diretrizes que compõem este protocolo.
O protocolo está organizado em doze seções temáticas, que cobrem desde a chegada e acolhimento das crianças até os procedimentos de emergência, passando por saídas pedagógicas, eventos abertos e comunicação com as famílias. Integram ainda o documento, como anexos, ferramentas operacionais elaboradas paralelamente pelo GT: checklist de ações prioritárias, modelo padronizado de autorização de saída pedagógica, planilha de verificação de crachás e pulseiras, mapeamento de horários de funcionamento dos polos e registro de treinamentos em primeiros socorros.
Este é um documento vivo, e deve ser revisado periodicamente para incorporar aprendizados, mudanças na legislação e novas demandas institucionais.
Justificativa
A segurança das crianças é condição indispensável para o exercício pleno do direito à educação e à cultura. No contexto da EMIA, essa premissa assume dimensões específicas: as crianças frequentam um espaço que é, simultaneamente, escola de arte e equipamento cultural público, muitas vezes localizado em parques e áreas de uso compartilhado com a comunidade. Essa sobreposição de funções, característica da identidade institucional da EMIA, amplia o universo de situações que exigem atenção e cuidado por parte da equipe e das famílias.
O levantamento revelou que os polos da EMIA já acumulam boas práticas e saberes sobre segurança, sendo necessária a sistematização e padronização em um documento unificado comum a todos os equipamentos.
A elaboração deste protocolo responde, portanto, a uma demanda concreta: qualificar as práticas de segurança da EMIA, reduzir vulnerabilidades, fortalecer a cultura institucional de cuidado e corresponsabilidade, e assegurar que todas as crianças recebam o mesmo nível de proteção.
Metodologia
A construção do protocolo adotou uma metodologia participativa e orientada pela prática, estruturada em três eixos complementares:
O processo foi orientado por dois referenciais centrais: o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA — Lei nº 8.069/1990), que fundamenta juridicamente o compromisso com a proteção integral; e o Manual Escola que Protege (MEC), que oferece diretrizes técnicas e pedagógicas para a prevenção e o enfrentamento de situações de vulnerabilidade no ambiente escolar.
Cronograma do Grupo de Trabalho
Protocolo
Princípios gerais
O protocolo orienta-se pelos seguintes princípios:
Procedimentos
Responsabilidades por função