Acredito que há faixas de pedestre pouco sinalizadas, problemas de acessibilidade e de aproveitamento de espaços livres, havendo espaço para a promoção de áreas verdes, de ambientes de convivência pública (bancos, assentos, sombras, bebedouros, banheiros públicos etc.) que são, ainda, subutilizados.
Sob a perspectiva do pedestre, o Largo de São Francisco apresenta hoje uma integração apenas parcial com seu entorno. Embora situado em área de grande relevância histórica e institucional, o desenho urbano atual faz com que o espaço seja percebido mais como local de passagem do que de permanência, em razão da lógica da circulação viária, da fragmentação dos pisos e da ausência de uma linguagem material contínua que o conecte de forma clara às calçadas e aos edifícios do entorno.
A limitada oferta de mobiliário urbano, sombreamento, iluminação convidativa e usos ativos ao nível do pedestre reduz a apropriação cotidiana do largo, especialmente fora dos horários funcionais, fazendo com que sua importância simbólica não se traduza plenamente em qualidade urbana e integração com a vida do entorno.
Embora o Largo esteja inserido em uma área central consolidada e cercado por usos institucionais importantes, a integração com o entorno é prejudicada por descontinuidades nas calçadas e conflitos com o tráfego de veículos. O espaço funciona mais como área de passagem do que como um elemento estratégico do tecido urbano. Além disso, áreas presentes no entorno são utilizadas hoje em dia como estacionamento e canteiro de obras do calçadão, o que impede parte do direcionamento da visual do Largo por quem trafega por ali.
Atualmente no entorno do Largo há calçadas esburacadas e com desníveis. Esquina da rua Senador Feijó com Largo São Francisco é perigosa para pedestres, pois apesar da faixa de segurança, os veículos - incluindo ônibus - não dão preferência para os pedestres. Falta de árvores na região também tornam o caminhar menos agradável nos dias ensolarados e quentes.
Atualmente, o Largo São Francisco é apenas um local de passagem a pé, de transporte coletivo ou de carro. Grande parte do espaço é destinada a leito carroçável. Os usuários dos edifícios institucionais têm dificuldade de acesso e integração. Por exemplo, o edifício da FAAP incorporado pela FDUSP merece integração com o edifício-sede. Ele abriga a primeira biblioteca pública de São Paulo (1825), incorporada pela faculdade (1827), com anseio de ampliar o uso público e com obra de construção do anexo na Rua Riachuelo, em curso. As igrejas e a faculdade estão ilhadas com pequena calçada alargada, obliterada por mobiliário urbano e estátuas dispostas sem qualidade urbanística. Os pisos estão em estado lamentável. Por outro lado, os estudantes da FDUSP que promovem eventos de dia e à noite, espremidos na Rua Riachuelo, com potencial de atração de pessoas de todos os cantos da cidade, de forma mais democrática que os eventos privados que ocorrem atualmente no Largo do Anhangabaú privatizado.
O Largo São francisco tem uma importância histórica significativa, mas é um oásis, já que tornou-se um espaço apenas de passagem, e não de permanência. Era preciso estimular que o público e a sociedade - especialmente os alunos da faculdade de direito - ocupassem espaços na região para além dos próprios prédios da universidade.
As calçadas de algumas ruas do entorno são pouco acessíveis e totalmente centradas em carros, enquanto o resto do mundo segue em torno de transporte público, pedestres e ciclistas.
As calçadas da frente e lateral do Largo são largas e boas para caminhar. Porém, os semáforos da entrada do prédio demoram muito a abrir para os pedestre e assim permanecem por apenas alguns segundos.
Na Rua Riachuelo, a travessia na faixa de pedestres também é demorada e causa insegurança, pois os carros e motos passam em alta velocidade e muitos não respeitam a sinalização. Uma vez que a saída da Faculdade que dá para essa rua fica de frente para a entrada do estacionamento, creio que deveria haver uma integração direta entre as duas entradas pela rua (além da passarela do segundo andar), privilegiando os pedestres. Além disso, as calçadas dessa rua são estreitas, acidentadas e de difícil circulação.
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Acredito que há faixas de pedestre pouco sinalizadas, problemas de acessibilidade e de aproveitamento de espaços livres, havendo espaço para a promoção de áreas verdes, de ambientes de convivência pública (bancos, assentos, sombras, bebedouros, banheiros públicos etc.) que são, ainda, subutilizados.
Sob a perspectiva do pedestre, o Largo de São Francisco apresenta hoje uma integração apenas parcial com seu entorno. Embora situado em área de grande relevância histórica e institucional, o desenho urbano atual faz com que o espaço seja percebido mais como local de passagem do que de permanência, em razão da lógica da circulação viária, da fragmentação dos pisos e da ausência de uma linguagem material contínua que o conecte de forma clara às calçadas e aos edifícios do entorno.
A limitada oferta de mobiliário urbano, sombreamento, iluminação convidativa e usos ativos ao nível do pedestre reduz a apropriação cotidiana do largo, especialmente fora dos horários funcionais, fazendo com que sua importância simbólica não se traduza plenamente em qualidade urbana e integração com a vida do entorno.
Embora o Largo esteja inserido em uma área central consolidada e cercado por usos institucionais importantes, a integração com o entorno é prejudicada por descontinuidades nas calçadas e conflitos com o tráfego de veículos. O espaço funciona mais como área de passagem do que como um elemento estratégico do tecido urbano. Além disso, áreas presentes no entorno são utilizadas hoje em dia como estacionamento e canteiro de obras do calçadão, o que impede parte do direcionamento da visual do Largo por quem trafega por ali.
Atualmente no entorno do Largo há calçadas esburacadas e com desníveis. Esquina da rua Senador Feijó com Largo São Francisco é perigosa para pedestres, pois apesar da faixa de segurança, os veículos - incluindo ônibus - não dão preferência para os pedestres. Falta de árvores na região também tornam o caminhar menos agradável nos dias ensolarados e quentes.
Atualmente, o Largo São Francisco é apenas um local de passagem a pé, de transporte coletivo ou de carro. Grande parte do espaço é destinada a leito carroçável. Os usuários dos edifícios institucionais têm dificuldade de acesso e integração. Por exemplo, o edifício da FAAP incorporado pela FDUSP merece integração com o edifício-sede. Ele abriga a primeira biblioteca pública de São Paulo (1825), incorporada pela faculdade (1827), com anseio de ampliar o uso público e com obra de construção do anexo na Rua Riachuelo, em curso. As igrejas e a faculdade estão ilhadas com pequena calçada alargada, obliterada por mobiliário urbano e estátuas dispostas sem qualidade urbanística. Os pisos estão em estado lamentável. Por outro lado, os estudantes da FDUSP que promovem eventos de dia e à noite, espremidos na Rua Riachuelo, com potencial de atração de pessoas de todos os cantos da cidade, de forma mais democrática que os eventos privados que ocorrem atualmente no Largo do Anhangabaú privatizado.
O Largo São francisco tem uma importância histórica significativa, mas é um oásis, já que tornou-se um espaço apenas de passagem, e não de permanência. Era preciso estimular que o público e a sociedade - especialmente os alunos da faculdade de direito - ocupassem espaços na região para além dos próprios prédios da universidade.
Seria importante que as pessoas se sentissem seguras para caminhar ali, especialmente à noite
Todo o centro requer muita proximidade para que se tenha segurança no trajeto. Para idosos e crianças é ainda mais difícil, e pessoas com deficiência.
As calçadas de algumas ruas do entorno são pouco acessíveis e totalmente centradas em carros, enquanto o resto do mundo segue em torno de transporte público, pedestres e ciclistas.
As calçadas da frente e lateral do Largo são largas e boas para caminhar. Porém, os semáforos da entrada do prédio demoram muito a abrir para os pedestre e assim permanecem por apenas alguns segundos.
Na Rua Riachuelo, a travessia na faixa de pedestres também é demorada e causa insegurança, pois os carros e motos passam em alta velocidade e muitos não respeitam a sinalização. Uma vez que a saída da Faculdade que dá para essa rua fica de frente para a entrada do estacionamento, creio que deveria haver uma integração direta entre as duas entradas pela rua (além da passarela do segundo andar), privilegiando os pedestres. Além disso, as calçadas dessa rua são estreitas, acidentadas e de difícil circulação.