Criar projetos que ampliem o acesso ao Largo para toda a populaçao de Sao Paulo, integrando espaço físico e cultural. Reformular a estrutura do Largo (mantendo suas características históricas), para permitir e estimular uma maior convivencia e ocupaçao do espaço, de forma segura. Um Largo Sao Francisco com mais árvores, mais iluminaçao, mais bancos. O acesso à Faculdade deve ser estimulado. Os prédios ao redor devem ser melhor planejados e ocupados (o da Fecap por exemplo é subutilizado, podendo ser palco de diversos projetos para toda a populaçao, nao só para os alunos da faculdade).
O documento de referência faz a seguinte afirmação sem maiores questionamentos: “são 78 ônibus por hora em frente ao Largo São Francisco”. O questionamento que eu faço, é:
A região é uma das mais bem servidas de metrô na cidade de São Paulo, com as estações Anhangabaú, Sé e São Bento próximas, é nessa região o centro de toda a malha radial de transporte sobre trilhos da região metropolitana, estando o terminal Bandeira próximo também. Existe integração tarifária entre metrô e ônibus. Deveriam existir 78 ônibus passando por hora no local? Não faz sentido reduzir a concorrência entre os modais e, aproveitando que as volumetrias de passageiros do sistema metroviário ainda estão distantes das máximas históricas, reduzir sobreposições e descarregar as linhas de ônibus nas estações antes? Uma avaliação das linhas de ônibus da região, seus pontos iniciais e finais e consequente otimização pode fazer sentido.
Reavaliar o estacionamento da SSP na Praça Ouvidor Pacheco e Silva. Será que um estacionamento subterrâneo sob a praça, Largo de São Francisco e vias ao redor, liberando o espaço na superfície para a população não é uma solução melhor?
Será que um chamamento à iniciativa privada para construir e operar esse estacionamento, garantindo uma reserva de vagas exclusivas e apartadas para a SSP não teria sucesso, ainda mais pensando em medidas de fomento a turismo na região, redução da movimentação de carros no centro e proximidade com a estação Anhangabaú e Terminal Bandeira (possibilidade de "park and ride")? Talvez até incluir uma obrigação acessória de manter banheiro público na superfície da praça pela exploração do serviço de estacionamento.
Sugiro que as autoridades avaliem adquirir parte ou a totalidade do edifício da central telefônica da Vivo entre a R Senador Paulo Egídio e R Benjamin Constant e utilizem o espaço para o Fórum em planejamento.
A parte mais antiga desse complexo tem pé-direito muito alto, ideal para salas de aula, auditórios e reuniões.
A estrutura dos edifícios é robusta, foi projetada para suportar cargas de equipamentos de telefonia que eram extremamente pesadas à época. Com a miniaturização dos equipamentos suponho que o prédio esteja subutilizado, a baixa movimentação de funcionários também índica isso. A própria Vivo vem se desfazendo das velhas centrais por causa dessa mudança técnica.
Dar uso real a prédios existentes, especialmente os tombados, vem ao encontro da requalificação da área. Não faz sentido construir um prédio do zero para o novo fórum até como exemplo para investidores e proprietários de imóveis no Centro, é bom desmistificar e mostrar que a readaptação de prédios é possível.
Pensar no pedestre (faixas, calçamento adequado, iluminação noturna) e na acessibilidade para pessoas com deficiência; projeto urbanístico de revitalização e de arborização; olhar para a inclusão.
1) Requalificar / transformar a ciclofaixa da Rua Benjamin Constant em ciclovia. Há muito transporte de cargas na região, que ocorre tanto de bicicleta como por carrinhos de mão. Além disso, priorizar instalar paraciclos no via, não na calçada.
2) Iluminação focada na experiência do pedestre;
3) Iluminação de edifícios históricos;
4) Fonte de água do Largo São Franciso não deve ter apenas a função ornamental. Entendo que deve também cumprir funções de abastecimento humano e lazer, como era originalmente, mitigando problemas de desigualdade climática.
5) Fazer uma sinalização de calçada compartilhada com bicicleta no trecho de intervenção no Viaduto Dona Paulina, que se conectará com a malha cicloviária da área de intervenção, e que já é usado informalmente por ciclistas que acessam a região.
- Implantar painel artístico na empena-cega atrás da antiga FECAP com intenção de remediar o impacto visual. Priorizar artistas com trabalhos mais minimalistas que harmonize a arte ao patrimônio edificado. Exemplo, painel “Empena Viva” do Nitsche Arquitetos.
- Remoção das árvores que encobrem a fachada da antiga FECAP.
O edifício é um dos raros exemplares Art Nouveau no Brasil. Em todo o mundo as construções mais icônicas e monumentais são priorizadas, os gestores urbanos evitam a inserção de elementos que prejudiquem sua visualização.
Não faz sentido que a cidade tenha os edifícios mais belos e imponentes cobertos por árvores, que elas sejam plantadas nas calçadas de prédios banais na região e não na frente do pouco patrimônio que restou. Não existe árvore frondosa na frente da Ópera Garnier em Paris ou nas obras do Gaudi em Barcelona.
- Ampliar a Praça Ouvidor Pacheco e Silva englobando o terreno do Jockey Clube.
- Remontar no centro da praça o Monumento a Olavo Bilac. Originalmente na Av. Paulista, o monumento foi desmembrado e hoje as partes estão espalhadas em espaços públicos da cidade e no Arquivo Municipal. Lembrando que Olavo Bilac foi aluno da Faculdade de Direito, portanto existe relação com o local. Para saber mais: https://saopauloantiga.com.br/monumento-a-olavo-bilac/ - Construir novo edifício-lâmina em parte do terreno remanescente do Metrô, cobrindo as empenas-cegas vizinhas. Levar em conta a regularização do desenho da praça, trazendo harmonia ao local. Priorizar projeto com boa arquitetura, algo como o Conjunto Habitacional Jardim Edite do MMBB Arquitetos. Moradia estudantil, habitação social, uso a definir pelas autoridades.
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Criar projetos que ampliem o acesso ao Largo para toda a populaçao de Sao Paulo, integrando espaço físico e cultural. Reformular a estrutura do Largo (mantendo suas características históricas), para permitir e estimular uma maior convivencia e ocupaçao do espaço, de forma segura. Um Largo Sao Francisco com mais árvores, mais iluminaçao, mais bancos. O acesso à Faculdade deve ser estimulado. Os prédios ao redor devem ser melhor planejados e ocupados (o da Fecap por exemplo é subutilizado, podendo ser palco de diversos projetos para toda a populaçao, nao só para os alunos da faculdade).
O documento de referência faz a seguinte afirmação sem maiores questionamentos: “são 78 ônibus por hora em frente ao Largo São Francisco”. O questionamento que eu faço, é:
A região é uma das mais bem servidas de metrô na cidade de São Paulo, com as estações Anhangabaú, Sé e São Bento próximas, é nessa região o centro de toda a malha radial de transporte sobre trilhos da região metropolitana, estando o terminal Bandeira próximo também. Existe integração tarifária entre metrô e ônibus. Deveriam existir 78 ônibus passando por hora no local? Não faz sentido reduzir a concorrência entre os modais e, aproveitando que as volumetrias de passageiros do sistema metroviário ainda estão distantes das máximas históricas, reduzir sobreposições e descarregar as linhas de ônibus nas estações antes? Uma avaliação das linhas de ônibus da região, seus pontos iniciais e finais e consequente otimização pode fazer sentido.
Reavaliar o estacionamento da SSP na Praça Ouvidor Pacheco e Silva. Será que um estacionamento subterrâneo sob a praça, Largo de São Francisco e vias ao redor, liberando o espaço na superfície para a população não é uma solução melhor?
Será que um chamamento à iniciativa privada para construir e operar esse estacionamento, garantindo uma reserva de vagas exclusivas e apartadas para a SSP não teria sucesso, ainda mais pensando em medidas de fomento a turismo na região, redução da movimentação de carros no centro e proximidade com a estação Anhangabaú e Terminal Bandeira (possibilidade de "park and ride")? Talvez até incluir uma obrigação acessória de manter banheiro público na superfície da praça pela exploração do serviço de estacionamento.
Sugiro que as autoridades avaliem adquirir parte ou a totalidade do edifício da central telefônica da Vivo entre a R Senador Paulo Egídio e R Benjamin Constant e utilizem o espaço para o Fórum em planejamento.
A parte mais antiga desse complexo tem pé-direito muito alto, ideal para salas de aula, auditórios e reuniões.
A estrutura dos edifícios é robusta, foi projetada para suportar cargas de equipamentos de telefonia que eram extremamente pesadas à época. Com a miniaturização dos equipamentos suponho que o prédio esteja subutilizado, a baixa movimentação de funcionários também índica isso. A própria Vivo vem se desfazendo das velhas centrais por causa dessa mudança técnica.
Dar uso real a prédios existentes, especialmente os tombados, vem ao encontro da requalificação da área. Não faz sentido construir um prédio do zero para o novo fórum até como exemplo para investidores e proprietários de imóveis no Centro, é bom desmistificar e mostrar que a readaptação de prédios é possível.
Só em pensar na conservação da história, proporcionar segurança e mobilidade à população são motivos mais do que suficientes.
Reparar preservando sua autenticidade e cultura histórica, tornando o patrimônio vivo e funcional.
Pensar no pedestre (faixas, calçamento adequado, iluminação noturna) e na acessibilidade para pessoas com deficiência; projeto urbanístico de revitalização e de arborização; olhar para a inclusão.
1) Requalificar / transformar a ciclofaixa da Rua Benjamin Constant em ciclovia. Há muito transporte de cargas na região, que ocorre tanto de bicicleta como por carrinhos de mão. Além disso, priorizar instalar paraciclos no via, não na calçada.
2) Iluminação focada na experiência do pedestre;
3) Iluminação de edifícios históricos;
4) Fonte de água do Largo São Franciso não deve ter apenas a função ornamental. Entendo que deve também cumprir funções de abastecimento humano e lazer, como era originalmente, mitigando problemas de desigualdade climática.
5) Fazer uma sinalização de calçada compartilhada com bicicleta no trecho de intervenção no Viaduto Dona Paulina, que se conectará com a malha cicloviária da área de intervenção, e que já é usado informalmente por ciclistas que acessam a região.
- Implantar painel artístico na empena-cega atrás da antiga FECAP com intenção de remediar o impacto visual. Priorizar artistas com trabalhos mais minimalistas que harmonize a arte ao patrimônio edificado. Exemplo, painel “Empena Viva” do Nitsche Arquitetos.
- Remoção das árvores que encobrem a fachada da antiga FECAP.
O edifício é um dos raros exemplares Art Nouveau no Brasil. Em todo o mundo as construções mais icônicas e monumentais são priorizadas, os gestores urbanos evitam a inserção de elementos que prejudiquem sua visualização.
Não faz sentido que a cidade tenha os edifícios mais belos e imponentes cobertos por árvores, que elas sejam plantadas nas calçadas de prédios banais na região e não na frente do pouco patrimônio que restou. Não existe árvore frondosa na frente da Ópera Garnier em Paris ou nas obras do Gaudi em Barcelona.
- Ampliar a Praça Ouvidor Pacheco e Silva englobando o terreno do Jockey Clube.
- Remontar no centro da praça o Monumento a Olavo Bilac. Originalmente na Av. Paulista, o monumento foi desmembrado e hoje as partes estão espalhadas em espaços públicos da cidade e no Arquivo Municipal. Lembrando que Olavo Bilac foi aluno da Faculdade de Direito, portanto existe relação com o local. Para saber mais: https://saopauloantiga.com.br/monumento-a-olavo-bilac/
- Construir novo edifício-lâmina em parte do terreno remanescente do Metrô, cobrindo as empenas-cegas vizinhas. Levar em conta a regularização do desenho da praça, trazendo harmonia ao local. Priorizar projeto com boa arquitetura, algo como o Conjunto Habitacional Jardim Edite do MMBB Arquitetos. Moradia estudantil, habitação social, uso a definir pelas autoridades.