Javascript não suportado Quais potencialidades e desafios do modelo devem ser considerados?
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Quais potencialidades e desafios do modelo devem ser considerados?

Respostas abertas (999)


Fora do período de participação
  • Daniela Martins

    O modelo contradiz tudo o que está no cerne da escola pública: gestão pública e democrática. Trata-se de uma nova tentativa de atribuir responsabilidade aos servidores e um modo de distribuir o dinheiro da população à aqueles que tanto já possuem. Quem estudou e trabalha nas escolas sabe perfeitamente as dificuldades enfrentadas no cotidiano: precarização - falta de recursos humanos e financeiros; sem contar a falta e/ou demora no acompanhamento adequado de nossas crianças na pública de Saúde, fatores que impactam diretamente no ensino-aprendizagem. O fato é que estamos à mercê de políticas que visam o lucro, trabalhando com as brechas da lei, enriquecendo à classe dominante e subjugando o trabalhador e dando migalhas à população. Vale ressaltar, que não recebemos dinheiro mensalmente e segundo o projeto a quantia ainda será estipulada. Interessante, não!? Manifesto-me contrária: Mais concurso público! Mais cultura! Mais investimento em Educação e Saúde!

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    • Anderson de Oliveira Medeiros

      Eu sou totalmente contra a privatização de escolas e de tudo que é órgão público. Falam em Oss, Oscips e outras organizações administrando instituições públicas dizendo que são sem fins lucrativos, isso é uma piada, pois nenhuma empresa vive sem lucro e agora no momento não, porém daqui a alguns anos teremos que pagar para usar o SUS as escolas e a maioria dos órgãos públicos.
      Outra coisa privatizar não significa que haverá melhora no ensino, pois sou da saúde e já tem um monte do Oss prestando serviço e o mesmo não melhorou. O que esses governantes precisam fazer é melhorar a infraestrutura dos prédios, melhorar os equipamentos e fortalecer os serviços públicos fazendo concursos, capacitando e comprando de forma eficaz os trabalhadores.

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      • ANDREAODDONE

        Não vejo potencialidade numa proposta que utiliza serviço de RH privatizado, mesmo sem fins lucrativos, são empresas que não estão no chão da escola, não compreendem os territórios. O desafio neste caso está em organizar melhor a estrutura existente: mais funcionários no quadro administrativo das escolas, investimento na formação permanente dos servidores.

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        • Felipe Pinheiro Amatuzzi

          Se for para turno integral, a escola deve ter 18 salas de aula para acomodação de todas as turmas. A contratação de professores e diretores deve ser feita pela própria prefeitura, e não pela organização social, mesmo que tenha experiência na área educacional. Pois é importante aumentar as oportunidades para os professores da rede fazerem a JEIF e para aqueles profissionais da educação que desejam atuar como diretores e coordenadores também sejam selecionados pela SME. Uma única escola não pode servir como decisão oficial para adoção do modelo, e também evitar que professores recebam salários inferiores ao que a prefeitura paga, e que haja desvio de recursos públicos para atender interesses privados e o lucro. A educação é uma função essencialmente pública e por isso os professores e diretores devem ser da rede municipal e evitar metas absurdas, desconexas ou a simples demissão dos professores.

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          • Claudio Pires

            No caso da gestão das escolas municipais não vejo a necessidade de privatização do serviço. Temos servidores de carreira que administram muito bem as unidades educacionais e são diretamente subordinados a SME e suas diretrizes. As verbas repassadas são administradas e a gestão de pessoal também e o atendimento ao público é realizado com presteza e qualidade. Não compreendo repassar este serviço a iniciativa privada, mesmo que seja uma instituição sem fins lucrativos. Neste caso sou contra a privatização, pois os recursos continuarão sendo públicos e entregues a instituições que em detrimento de interesses por vezes não muito claros acabam precarizando o serviço público. Sem falar no prejuízo ao plano de carreira dos servidores que se formam e possuem conhecimento e competência para gestão das unidades educacionais.

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            • Karine Carvalho

              Um dos desafios, em relação ao item 2.2, é que o projeto apresentado deve ser pautado na utilização de dados que tragam evidências na melhoria das aprendizagens. Os programas citados no documento aparentam ou ser recentes (no caso do Paraná, com o citado Programa Escola Parceira – que deve se referir, na verdade, ao programa denominado Parceiro da Escola, iniciado em 2025) ou tiveram editais suspensos pelo Tribunal de Contas para implementação/expansão, como no caso do Projeto Somar em Minas Gerais. No caso do item 2.3, é imprescindível a publicização dos dados relativos aos “resultados de aprendizagens de sucesso” e de estudo(s) que evidencie(m) avanços em relação ao modelo atual de gestão direta das Unidades, bem como em relação ao nível de satisfação da comunidade (com publicização dos instrumentos e métodos de aferimento, quantidade de participantes, relação mensurável com Unidades de gestão direta, entre outros critérios relevantes para aferição citada).

              • Karine Carvalho

                Outro desafio referente ao projeto diz respeito ao item 3.1. É necessário detalhar o que seria “fornecimento de mobiliário complementar pela OSC”. O que é considerado mobiliário complementar? Seriam cadeiras, carteiras e/ou projetores? Seriam os mesmos mobiliários a todas às Unidades? Quais seriam os parâmetros de definição dos itens e como será garantida a qualidade desses itens (como se dará o controle e fiscalização)? Também é necessário publicizar quais parâmetros e critérios são utilizados na definição da quantidade de turmas em cada unidade educacional – que, de acordo com item 3.14, será de 18 (dezoito), sendo 02 (duas) para cada ano (1º ao 9º ano) – tendo em vista as características e o atendimento às demandas dos diferentes territórios.

                • Karine Carvalho

                  Sobre o item 3.7, quando se diz que o atendimento dar-se-á em período integral, qual seria o horário (entrada e saída de crianças e estudantes) e tempo de atendimento previsto? Haveria mais de um turno nessas Unidades?

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              • Ana  Souza

                O modelo de Gestão privatizado não atende a população que utiliza o serviço. A escola deve ser pública, gerida com dinheiro público e praticada por servidores públicos que tem o compromisso exclusivamente com a população e não ao atendimento à setores privados que visam a precarização dos serviços e a baixa qualidade de ensino.

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                • Pedrinelli

                  Não existe potencialidade a parti do momento que se investe em um modelo de escola que não considera o princípio da garantia de aprendizagem a todos. E análise ao processo histórico da escola pública, o que se verifica é o interesse em sucateiro para depois privatizar. Investir de verdade na escola pública é garantir qualidade, seja por meio de salários dignos aos profissionais, material de qualidade, estrutura predial inclusiva.

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                  • Andrea Jallas

                    A escola pública é um direito social garantido pela Constituição e deve assegurar acesso universal, equidade e inclusão. A privatização da educação submete esse direito à lógica do mercado, tratando a escola como mercadoria e não como política pública essencial.

                    Esse modelo tende a ampliar desigualdades, ao excluir, direta ou indiretamente, estudantes em situação de maior vulnerabilidade, além de precarizar o trabalho docente e enfraquecer a gestão democrática. A transferência da gestão para a iniciativa privada também reduz a transparência e o controle social sobre o uso dos recursos públicos.

                    Além disso, a privatização não garante melhoria na qualidade do ensino e compromete o papel social da escola pública, que vai além da aprendizagem formal, sendo espaço de proteção, acolhimento e formação cidadã. Fortalecer a educação pública exige investimento, valorização dos profissionais e políticas educacionais comprometidas com a justiça social, e não a privatização.

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                    • Janaina C Assis

                      Não se reconhece como adequada a adoção do modelo proposto, pois seus desafios estruturais superam amplamente quaisquer potenciais apontados e configuram riscos significativos à educação pública municipal. Trata-se, na prática, de um processo de privatização da gestão escolar, ainda que apresentado como complementar, que resulta na precarização do serviço público educacional, fragilizando o papel do Estado como garantidor direto do direito à educação, da valorização dos profissionais da rede e da oferta equânime de ensino de qualidade. Diante disso, manifesta-se posição firmemente contrária à implementação do referido modelo na Rede Municipal de Ensino.

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