Processo de consulta pública
Código da proposta: 5460
Desafio de incorporar a percepção de gestantes, cuidadores e famílias no monitoramento e avaliação do alcance do Plano Municipal pela Primeira Infância - PMPI, tendo como objetivo medir a eficácia do Plano.
A Política Municipal pela Primeira Infância (PMPI), regulamentada pela Lei Municipal nº 16.710/2017 e alinhada ao Marco Legal da Primeira Infância (Lei Federal nº 13.257/2016), orienta a atuação intersetorial do município na garantia dos direitos de gestantes, crianças de 0 a 6 anos e suas famílias. Como parte dessa política, o Plano Municipal pela Primeira Infância (PMPI) estabelece metas e estratégias que demandam monitoramento contínuo e avaliações periódicas.
Verifica-se relevante desafio no aprimoramento do monitoramento e na avaliação do alcance do Plano, especialmente no que se refere à incorporação da escuta qualificada da população adulta diretamente afetada: gestantes, cuidadores e famílias de bebês e crianças na primeira infância. A participação social, ainda pouco explorada como instrumento estruturante do processo avaliativo, é uma dimensão estratégica. Ela contribui para o fortalecimento da boa gestão e da transparência. Também contribui para o aprimoramento contínuo da política pública voltada à Primeira Infância.
Observa-se, entretanto, a existência de desafios estruturais que comprometem esse processo, a partir da integração sistemática da percepção da população diretamente impactada. Dentre os desafios, podemos destacar: a dificuldade de identificar demandas não evidenciadas pelos registros administrativos; a complexidade territorial e demográfica do município, as limitações dos registros administrativos para revelar demandas não explicitadas e a necessidade de aprimorar mecanismos institucionais que ampliem a participação social e a escuta social. Nesse contexto, torna-se fundamental consolidar instrumentos que facilitem a participação social no processo de acompanhamento e avaliação do PMPI, com o objetivo de fortalecer a transparência, a efetividade e o alinhamento da política pública às demandas reais da população.
Confira materiais de apoio referente a Política Municipal pela Primeira Infância (PMPI) clicando neste link.
É fundamental assegurar que as crianças tenham acesso à escola próxima de suas residências. Permanecer por longos períodos em transporte escolar, muitas vezes por mais de uma hora, em trajetos marcados por vias precárias, com buracos e ladeiras, especialmente nas regiões periféricas, submete as crianças a um desgaste físico e emocional significativo.
Essa situação não pode ser tratada como algo comum — demanda respostas imediatas, articulação entre diferentes áreas e compromisso efetivo com o cumprimento das metas já definidas pelo próprio município, assegurando o direito das crianças a uma educação infantil acessível, próxima e de qualidade.
Nesse sentido, é indispensável que o município avance na expansão da oferta de vagas a partir de um planejamento territorial consistente, com prioridade para as regiões que apresentam maior carência. Também se faz necessária a reavaliação dos critérios de matrícula, garantindo que o acesso à educação infantil aconteça de forma mais justa e próxima à realidade das famílias.
O afastamento significativo entre a residência das crianças e a unidade escolar cria obstáculos reais para as famílias, sobretudo para aquelas em situação de maior vulnerabilidade, gerando dificuldades no deslocamento, aumento das faltas e maior exposição das crianças a situações de risco no percurso. Essa realidade contraria diretamente os princípios do Plano Municipal pela Primeira Infância (PMPI) de São Paulo, que estabelece a equidade, a diminuição das desigualdades e a centralidade da criança como eixos das políticas públicas.
* Mães guardiãs: profissionais essenciais para a busca ativa e permanência das crianças, mas ainda ausentes em muitas unidades devido à demora nos processos de contratação.
Residência em Educação: seria muito importante implementar um programa nas escolas, semelhante ao que já existe na PMSP, para apoiar a rotina, contribuir com o trabalho pedagógico e fortalecer a formação prática.
Transporte Escolar (TEG): há falta de articulação entre as DREs. Muitas crianças são encaminhadas para escolas distantes, mesmo havendo vagas mais próximas, o que faz com que o tempo de trajeto exceda o previsto, prejudicando o bem-estar.
Inclusão: é preciso garantir não apenas o acesso, mas a permanência com qualidade. O cenário atual mostra desafios na continuidade do processo educativo, especialmente na transição entre etapas.
Professores contratados: a alta rotatividade prejudica o vínculo, essencial na Educação Infantil. Há também preocupações com a formação de alguns profissionais e denúncias recorrentes nas mídias sobre práticas inadequadas e maus-tratos. A equipe gestora enfrenta dificuldades para substituir profissionais que não apresentam condições adequadas, pela falta de reposição. É necessário repensar esse modelo, com avaliação da permanência.
Importância da chamada dos concursos: a atribuição ocorreu em 04/02, fazendo com que no primeiro dia de aula muitas famílias ainda não conheçam a professora, prejudicando o vínculo e o início do trabalho pedagógico.